domingo, 21 de setembro de 2008
domingo, 14 de setembro de 2008
Devido ao prolongado tempo de inactividade física, de alguns elementos, assim como uma previsão de tempo quente, resolvemos efectuar um percurso pequeno e descontraído, mas muito bonito.
Vamos sair perto do desvio para Sta. Justa, na estrada que liga Valongo a São Pedro da Cova. Subimos um pouco essa estrada....
Descemos um pouco essa mesma estrada e viramos á esquerda por uma caminho estreito e sinuoso de terra batida com bastante laje, até chegarmos a um grande largo....
De costas para o lago, entramos numa trialeira á direita, que nos vai levar até a um pequeno ribeiro.....
depois de uma ligeira subida, vamos chegar a Beloi (fim da estrada de Couce) , onde podemos apreciar a beleza do vale e do rio Ferreira.
Subimos o gasoduto (Quinta Rei ).....
É uma zona abandonada onde outrora funcionou um hospital para tuberculosos; ainda existem as ruínas desse hospital e de algumas infra-estruturas que lhe serviram de apoio.
Finalmente uma descida Louca até a Srª dos Chãos.
Capela de Nossa Senhora de Chãos, edificada num pequeno planalto da serra de Valongo, data de 1625.
Como se poderá observar na inscrição escrita sobre a porta principal, esta capela foi mandada construir por Thomé António: “ Esta hermida mandada herigir em honra da Virgem, com o auxilio de devotos por Thomé António, natural de Campanhã por haver escapado do naufrágio acontecido na sua vinda do Brazil no anno de 1625. Foi reedificada a expensas de Joaquim Marques da Nova, natural desta villa no anno de 1866.”
terça-feira, 2 de setembro de 2008
A bicicleta ideal
Aprender a escolher o quadro certo.
Assim como é desaconselhável correr uma maratona com um tênis dois números menores ou maiores, da mesma forma o ciclista deve escolher o tamanho do quadro de sua bike com perfeição.
O que determina o tamanho do quadro ideal para um ciclista é a altura de seu cavalo. A estatura de um ciclista não é o determinante na escolha do quadro, visto que o comprimento das pernas varia de um ciclista para outro.E como sabemos o tamanho de um quadro? Alguns quadro vêem com o seu tamanho marcado em um adesivo fixado no tubo vertical, mas caso não haja marcação, é fácil descobrir: nas speed basta medir com uma fita métrica o tamanho do tubo vertical desde o centro do eixo do movimento central até o centro da intersecção do tubo vertical com o horizontal. É o que se chama de medida C/C (centro ao centro). Nas mtb, o procedimento é o mesmo com a diferença que medimos desde o centro do eixo do movimento central até o topo externo do tubo horizontal.
Bikes Speed
Existem várias fórmulas e métodos para se determinar o tamanho do quadro de uma bike de estrada. Entretanto, a mais aceita na atualidade é a fórmula desenvolvida pelo engenheiro suíço Wilfried Hüggi, que consiste no tamanho do cavalo x 0,65 cm.
Para encontrar o tamanho de seu cavalo: Fique descalço, com as pernas ligeiramente afastadas, e vista sua bermuda de ciclista. Encoste-se em uma parede, faça uma marca com um lápis da altura do seu cavalo na parede e meça a altura com uma fita métrica.
O valor encontrado será o tamanho aproximado do quadro ideal para o ciclista. Ex.: Um ciclista que tem o cavalo na altura de 83 cm, deverá se adaptar melhor ao quadro de tamanho 54, já que 83 X 0,65 = ~54.
É difícil de se encontrar quadros com numeração ímpar, o jeito é adquirir um tamanho de quadro aproximado. Arredonde esse valor para menor para uma bike mais ágil e esperta, arredonde-o para maior e você terá uma bike mais confortável e estável, boa para os cicloturistas.
Tente primeiro um quadro menor, se após fixar a altura do selim, o canote ficar muito exposto, é melhor então adquirir o quadro imediatamente maior. Dicas: Se estiver em dúvida quanto ao tamanho, rode na bike de algum amigo que tenha o quadro do tamanho que você pretende adquirir. Quadros menores são mais ágeis e leves. Quadros maiores são mais estáveis e confortáveis em pavimentos imperfeitos. Normalmente cita-se primeiro a medida do tubo vertical e depois a do tubo horizontal, exemplo, 54 x 55 cm. Quando vemos apenas uma medida descrita, entende-se como sendo os dois tubos do mesmo tamanho (nesse caso, chamado de quadro quadrado).
Para medir o tamanho de um quadro sloping - aqueles com o tubo horizontal inclinado para trás - despreze a sua inclinação. Tire a medida com a fita métrica paralela ao chão.
A altura é o mais importante no quadro. O comprimento pode ser ajustado trocando-se a mesa. O mercado oferece opções de mesa que vão dos 7 aos 14 cm, com incrementos de 0,5 em 0,5 cm. Atenção: Canotes de selim e mesas têm marcações que indicam o limite de regulagem. Não ultrapasse os limites! Se na sua bike esses limites ficarem expostos é sinal evidente que a bike está pequena para você.
Mountain bikes
A regra acima não se aplica às mountain bikes. O tamanho do quadro é geralmente em polegadas (já que a modalidade nasceu nos EUA) e além disso, os quadros de mountain bikes devem ser menores que os de speed para terem mais agilidade nas trilhas.
O que fazer então? Existe uma regrinha que foi publicada pela revista norte-americana Mountain Bike Action, em janeiro de 1992 que ensina o seguinte: Encontro a altura do seu cavalo, transforme em polegadas e então subtraia 14. Pronto! O resultado é o tamanho do quadro para mountain bike. Exemplo: 83cm : 2,54 = 32,67 polegadas. Subtraindo 14 de 32,67 temos o valor 18,67 polegadas. O quadro a ser escolhido, seria então um de 18.5.
Nova numeração
Já está disponível no mercado bicicletas que têm a numeração S, M, L, XL (como em camisetas) em vez da numeração em polegadas ou centímetros. A primeira speed a adotar este sistema foi a marca norte-americana Giant, depois outras adotaram o método, entre elas as mountain bikes da ScottUSA. A tendência é que cada vez mais os quadros se tornem menores e o canote de selim e a mesa se torne mais comprida, diminuindo assim o tamanho do quadro e conseqüentemente o peso do conjunto. Foi também a Giant que introduziu no ciclismo de estrada o conceito de quadros com geometria "sloping", ou seja, tubo horizontal é inclinado para trás para tornar o quadro mais compacto.
A maioria das bicicletas são produzidas no tamanho intermediário (17 ou 18) para satisfazer à maioria da estatura de nossa população. Certifique-se do tamanho que você necessita para não comprar um quadro que não é adequado a você. Previna-se também contra maus vendedores que se preocupam em empurrar peças que ele tem em estoque.
Lembre-se: o quadro é o componente principal de uma bike e na maioria das vezes, o mais caro também. Escolha bem para não ter que trocar depois! Última dica: Se você procura uma boa bicicleta, que se adapte bem ao seu corpo, evite comprá-la em supermercados. Supermercados são excelentes para vender arroz, feijão, ervilha, salsicha e outros mantimentos. Bicicletas devem ser adquiridas em casas especializadas e que tenham um pessoal treinado para atender bem e esclarecer as dúvidas dos clientes.
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Duas correntes antagónicas medem forças dentro do ciclismo: uma, mais romântica, defende que um ciclista só atingirá o topo se nascer com determinadas características genéticas; outra, mais pragmática, insiste que o treino e a força anímica são os principais factores que regem a carreira de um atleta. Mas há pontos em que ambas as correntes convergem e um deles é a importância da recuperação entre etapas.
Há três características fisiológicas importantes para um ciclista: a capacidade de consumo máximo de oxigénio em momentos de grande esforço, o VO2max (um bom ciclista consome 70 mililitros de oxigénio/peso/minuto), a potência em watts que é capaz de gerar (400 watts pelos menos) e a eficácia no pedalar, ou seja, gastar a menor quantidade possível de energia. As características genéticas herdadas podem privilegiar determinados ciclistas, mas há exemplos que mostram a importância do treino.Laurent Jalabert começou por ser um “sprinter”, tipo de ciclista cujas fibras musculares permitem grandes velocidades, mas que não resistem à fadiga muscular, ou seja, ao esforço contínuo e prolongado, algo que os trepadores e os contra-relogistas abordam com menores dificuldades. Mas, com muito trabalho, Jalabert surpreendeu, ao ganhar a Volta à Espanha e ao sagrar-se campeão do mundo em contra-relógio em 1996. Os títulos de rei da montanha ganhos no “Tour” dos dois últimos anos nem sequer constituíram surpresa. Se fossem apenas as potencialidades genéticas a condicionar a carreira, Lance Armstrong nunca teria passado de um ciclista especializado em clássicas e rápido no último quarto das etapas, ele que este ano venceu o “Tour” pela quarta vez consecutiva.Chris Carmichael, treinador de Armstrong, vai mais longe, ao apontar a prática corrente de técnicas básicas como factor muito importante na preparação para as provas. Num artigo publicado pelo sítio do Clube do Ciclista (Brasil), Carmichael apresenta um programa mensal de treino de Armstrong, depois de ter gasto várias semanas a construir o seu sistema aeróbico. "Mesmo que se melhore a potência, se a técnica for imperfeita, gastam-se energias e perdem-se qualidades. Treinar a execução de um movimento ineficiente em alta intensidade serve apenas para ampliar a sua ineficiência. Atletas de todos os níveis de experiência precisam de dedicar tempo a trabalhar em habilidades e técnicas básicas e fundamentais. Mesmo o melhor e mais experiente profissional necessita de praticar constantemente habilidades fundamentais porque mesmo o sucesso em divisões de elite baseia-se no domínio das mais básicas técnicas de cada desporto".O treinador afirma ainda que Armstrong gasta imenso tempo a subir colinas a grandes potências, desenvolvendo a sua resistência, mas que o apuramento da técnica é realizado a intensidades mais baixas.Para o sucesso durante as provas, os momentos de descanso são igualmente importantes. Para além da habitual massagem (primordial para recuperar das microlesões musculares contraídas durante uma etapa e para estimular a remoção de toxinas), cada ciclista segue uma dieta rigorosa para repor líquidos e energias, com o consumo de bebidas energéticas (pelo menos meio litro por cada quilo de peso perdido) e a ingestão de alimentos ricos em hidratos de carbono, como o pão integral, os cereais, as massas e o leite. Depois de uma visita ao médico da equipa, seguem-se nove horas de sono. Um processo que permite aos ciclistas acordar na manhã seguinte com forças suficientes para enfrentar mais um desafio. Na manhã seguinte e não alguns dias depois, como acontece no futebol, no basquetebol, no andebol e na generalidade dos desportos.
Finalmente… Cândido Barbosa. O “foguete da Rebordosa” triunfou na sexta etapa da 70ª Volta a Portugal edp. Esta poderá ter sido a centésima vitória do corredor do Benfica que foi o mais rápido nos 170,6 km da ligação entre Aveiro e Gondomar. Na classificação geral mantém-se tudo na mesma, os primeiros chegaram no pelotão e Rui Sousa (Liberty) continua de amarelo mais um dia. Francisco Pacheco (Barbot) reforçou a camisola branca dos pontos por ter feito mais um segundo lugar, o terceiro nesta Volta, após dois triunfos consecutivos.
Esta etapa pode ser resumida, para além do sprint que deu a vitória a Cândido Barbosa (Benfica), à fuga de sete homens que durante 120 quilómetros pedalaram isolados. O grupo foi constituído por Bruno Barbosa (Fercase), Célio Sousa (Madeinox), Alexandre Oliveira (Loulé), Vitaliy Buts (Lampre), Israel Perez (Extremadura), Gonzalo Rabunal (Karpin) e Oleg Chuzhda (Contentpolis) e chegou a alcançar os cinco minutos e meio de vantagem.
Liberty e Barbot controlaram sempre o pelotão que anulou a fuga a cinco quilómetros da chegada. Nessa altura a equipa do Benfica comandou o pelotão e preparou o sprint para Cândido Barbosa. Na chegada a Gondomar, o corredor de Rebordosa, terceiro classificado o ano passado, foi o mais forte. “Existe uma união na nossa equipa que tem se notado todos os dias. Eu e os meus companheiros temos lutado sempre pelos melhores resultados e tenho a agradecer o que têm feito para eu ficar o melhor colocado possível para discutir os sprints. O Pedro Lopes é o homem que fica sempre na parte final, por ser o meu lançador já de há alguns anos, e hoje fez um excelente trabalho que eu consegui finalizar da melhor maneira”, explicou Cândido Barbosa muito aplaudido antes, durante e depois das declarações aos jornalistas
domingo, 17 de agosto de 2008
Rui Sousa
, da Liberty Seguros é o novo camisola amarela… e bem o merece. O português esteve fenomenal, na subida à Serra da Estrela, subindo sozinho os longos quilómetros da terceira etapa da Volta a Portugal, que ligou Idanha-a-Nova à Guarda, num total de 171,5 Km. Para a segunda posição, David Blanco aproveitou para também subir na classificação geral, pois este cortou a meta, surpreendentemente, na segunda posição, com 1m40segundos de atraso.Já Hector Guerra , da mesma equipa que o vencedor da tirada, foi o terceiro classificado, com 2m45 segundos de atraso em relação ao novo líder da prova. As condições climatéricas não foram as melhores, mas essa não é uma justificação plausível para o Benfica, que conseguiu colocar apenas o antigo líder, Ruben Plaza, na sexta posição da etapa, a 4m41 segundos do vencedor, e actualmente quinto classificado da geral. Assim, há muitas mexidas na classificação geral, e para hoje, na quarta etapa, não se antevêem grandes mudanças, pois é uma etapa plana, com uma meta de montanha, que liga a Guarda a Viseu, totalizando 164,6 quilómetros. Foi uma pena afastarem a LA–MSS e o seu director desportivo Manuel Zeferino que muitas alegrias já deu a Portugal com a equipa da Maia que proporcionou sempre grande espectáculo nas competições em que entrava. Se queriam assim tanto dar a vitória ao Cândido ou um bom prémio de despedida ao José Azevedo podia haver outras formas de o fazer. Tirar a competitividade da prova rainha do ciclismo Nacional por haver suspeitas de "doping", ( não há controlos positivos a ciclistas) não é a melhor forma de evoluir a modalidade.
No passado ano quando 2 ciclistas de OUTRA EQUIPA acusaram doping o que aconteceu? Quem ficou suspenso a equipa ou os ciclistas? Pois foram os ciclistas e a Outra Equipa participou na Volta! O caso da LA-MSS é mais flagrante então não há controlos positivos a ciclistas apenas suspeitas e suspende-se a equipa!?
Estão a condenar sem terem provas quando em outras modalidades conhecemos as provas mas não conhecemos as condenações...